“Geramos cerca de 22 toneladas de lixo por dia em Canoinhas”, destaca secretário do Meio Ambiente no uso da Tribuna

por Assessoria de Imprensa publicado 11/09/2018 15h14, última modificação 11/09/2018 15h14
Também foi apresentado minuta do anteprojeto de Lei, que visa regulamentar a coleta de material reciclável no município
“Geramos cerca de 22 toneladas de lixo por dia em Canoinhas”, destaca secretário do Meio Ambiente no uso da Tribuna

Secretário de Meio Ambiente e engenheira ambiental falaram sobre situação dos catadores de lixo reciclável

Para apresentar a minuta do anteprojeto de Lei para regulamentação da coleta de material reciclável em Canoinhas, o secretário de Meio Ambiente de Canoinhas, Hilário Kath e a engenheira ambiental Thauany Farias, fizeram o uso da tribuna na sessão da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira, 10. Foram levantados alguns pontos relacionados aos problemas sociais, econômicos e ambientais sobre a questão dos carroceiros e a falta de regulamentação para a realização dos serviços no município de Canoinhas.

Kath iniciou sua fala destacando os problemas envolvidos à questão que envolvem o mau trato aos animais, saúde pública, trabalho infantil e até mesmo risco no trafégo dentro do centro e bairros. “Realizamos um encontro intermunicipal no mês de junho para debatermos assunto tão importante, onde foram abordados estes itens, pois atinge toda a comunidade, inclusive a cooperativa de reciclados, que hoje está regularizada em nossa cidade”.

O secretário também apresentou dados onde, atualmente são geradas aproximadamente 22 toneladas de lixo por dia no município, sendo de quatro a cinco toneladas somente de lixo reciclável. “Por esse montante de lixo reciclável produzido pela comunidade, temos trabalho para criar mais uma cooperativa dentro da cidade” ressaltou Kath.

Foi ainda explicado que existe um contrato entre município e a empresa Serrana que gera um valor total anual de aproximadamente R$ 4 milhões de custo aos cofres públicos para realização do serviço de coleta do lixo orgânico e reciclável. “E os catadores estão retirando os lixos recicláveis antes do horário de passagem da coleta da empresa. Aproveitam que temos todo um cronograma de coleta e retiram o trabalho de quem está devidamente legalizado. Por isso precisamos resolver essa situação, com a criação desta lei”, salientou.

A engenheira ambiental do município, Thauany Farias explicou como foi realizada a criação da minuta do anteprojeto de Lei. “Fizemos uma reunião com representantes dos municípios de Três Barras e Canoinhas, pois muitos dos carroceiros são oriundos do bairro São Cristóvão”.

Com a criação da Comissão constituída de representantes do poder público das duas cidades, foi elaborado um cadastro e também a minuta para criação do projeto de Lei.

No cadastro constam hoje 70 famílias, sendo que em sua maioria tem idade entre 40 a 50 anos de idade. Em Canoinhas constam 24 recicladores cadastrados, sendo oito carroças com tração animal, 12 carrinhos, 3 utilizam bicicletas e uma pessoa faz a coleta a pé. Já em Três Barras são 46 recicladores cadastrados, sendo 22 carroças com tração animal, 19 carrinhos e quatro bicicletas.

Thauany ainda apresentou toda minuta da normatização e regulamentação que disciplina o tráfego de veículos de tração animal dentro do município. O documento já foi encaminhado para a assessoria jurídica do poder executivo municipal para análise e possíveis correções, e também foi discutido amplamente pelos vereadores, visando dar maiores condições de colaborar com as pessoas que sobrevivem dessa atividade, mas também regulamentando a situação para o município.

Vereador Chico Mineiro (PR) solicitou algumas informações sobre a validade da carteirinha para os animais, conforme a lei proposta, também preocupado de como será feito o pagamento das taxas, que para os trabalhadores dessa área se torna muito oneroso. O secretário de Meio Ambiente destacou que são pontos que podem ser estudados e reformulados dentro da Lei, também justificando que um médico veterinário que trabalha para o município ainda será chamado para colaborar nessas questões e melhor adaptação da lei.

Vilmar Sudoski (PSD) destacou que o assunto é bastante delicado, mas precisa ser discutido e tomado soluções. “Existe toda uma questão social, econômica, familiar e ambiental envolvida, mas precisamos de uma lei que resolva esse sério problema existente hoje com os catadores dentro da cidade”.

O vereador Paulo Glinski (PSD), já tinha levantado o tema na última sessão, devido as cobranças da comunidade para uma solução. “Sobre o tema tratado hoje, solicitamos essas informações para saber que soluções estão sendo buscadas pelo poder executivo municipal para resolução desse sério problema existente, que é bastante complexo [...] mas pela leitura do anteprojeto de Lei hoje, ele vem ao encontro das necessidades. Temos que enfrentar o problema e regulamentar a Lei para que as melhorias possam acontecer continuadamente”, destacou.

 

Informações para imprensa:

Sérgio Teixeira da Silva – Assessoria de Comunicação Câmara de Vereadores

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