Coordenador da Maternidade usa tribuna para solicitar prorrogação de contrato entre hospital e município

por Assessoria de Imprensa publicado 12/12/2018 14h36, última modificação 12/12/2018 14h36
Saulo Sabatini, coordenador da maternidade do Hospital Santa Cruz, pediu para o contrato ser prorrogado por 90 dias
Coordenador da Maternidade usa tribuna para solicitar prorrogação de contrato entre hospital e município

Médico Saulo Sabatini usou tribuna para falar sobre maternidade do hospital

O médico Saulo Sabatini usou a tribuna da Câmara de Vereadores e Canoinhas durante a sessão desta terça-feira, 11. O assunto debatido pelo médico foi o contrato dos médicos da Unidade do Pronto Atendimento - UPA do sobreaviso das especialidades em geral, e do plantão da Maternidade.

Sabatini, que hoje coordena a maternidade do Hospital Santa Cruz, iniciou sua fala fazendo um breve resumo de sua história política e de médico em Canoinhas. Natural de Lages – SC, o médico destacou que recebeu os títulos de cidadão canoinhense e tresbarrense, Amigo de Canoinhas, além de ser ex-vereador e ex-presidente da Casa de Leis canoinhense.

Indo ao ponto principal do uso da tribuna, o médico destacou alguns pontos sobre a maternidade do Hospital Santa Cruz, destacando que já estiveram também falando sobre o mesmo assunto, o diretor administrativo do hospital, Derby Fontana Neto e a secretária de Saúde, Zenici Dreher Herbst.

“Vamos aos fatos”, discorreu o médico, iniciando sua fala que “a crise que hoje afeta Canoinhas começou com o distrato dos contratos dos médicos da UPA do sobreaviso das especialidades em geral e do plantão da maternidade. Um aviso que foi elaborado no dia 18 de outubro pelo hospital”, destacou.

Os médicos tiveram ciência sobre o assunto no dia 1º de novembro, faltando 60 dias para o término da execução dos contratos, que se encerra no dia 31 de dezembro de 2018. “Não podemos deixar isso acontecer, vidas preciosas de canoinhenses estão em jogo”, falou.

Sabatini ainda foi enfático na defesa de prestigiar os médicos que residem em Canoinhas, os quais é possível encontrar na cidade o dia todo. “E não àqueles que pegam seu pagamento não se importando com o que deixam para trás, e vão embora no outro dia, desmontando equipes médicas que já consolidaram o seu serviço desde 2011”, destacou.

O médico ainda relembrou de fato ocorrido no município e cidades vizinhas de pessoas que se passaram por médicos, mas sem especialidade requerida, e que foram presos por exercício ilegal da medicina, além de apuração de falsidade. “Peço que o município tome providências, pois no dia 31 de dezembro o prazo se encerra à meia-noite e começa a responsabilidade dos gestores de saúde”.

Foi ainda discorrido sobre o pregão ocorrido que deu deserto, por haver discordância de alguns médicos sobre o teor do contrato com cláusulas incompatíveis. Um novo pregão para tentar solucionar o problema está marcado para o dia 17 de dezembro, e se não atender a situação, não haverá mais tempo hábil de 30 dias úteis conforme a lei em vigor. “Não esqueçamos que para a maternidade os obstetras de plantão terão que ter o Registro de Qualificação de Especialidades”, lembrou, destacando ainda que precisa se ter também um pediatra, um anestesista, enfermeiras obstétricas, técnicas de enfermagem e com pessoal de apoio, para que a equipe de melhor suporte aos pacientes.

Pedido de suspensão de pregão

O médico trouxe um pedido para que seja suspenso o pregão e se faça uma prorrogação emergencial do contrato por 90 dias, a partir de 31 de dezembro de 2018, com o Hospital, dando continuidade aos serviços médicos para que a população não fique desassistida, e se elabore um novo contrato, que virá para a Câmara de Vereadores, para que se possa ser referendado.

“Neste adiamento de 90 dias nós abrimos mão de receber qualquer aumento que esteava previsto”, frisou Sabatini, que também mencionou a presença do membro do Conselho do hospital, Rafale Mirando da Silva.

Ao final Saulo Sabatini agradeceu a vereadora Telma Bley, que implantou o plantão presencial da maternidade em dezembro de 2011, e finalizou dizendo que “nós médicos continuamos trabalhando em prol da nossa população”.

Fala dos vereadores

Presidente da Câmara destacou em sua fala a preocupação de todos os vereadores com a questão do Hospital Santa Cruz, explicando que o assunto está sendo debatido com o prefeito, secretária de saúde e vereadores, para se chegar a uma melhor solução, além de já terem conversado com a administração do hospital.

“Estamos nas tratativas buscando mecanismos para solucionar o problema, buscando nos acercar de todas as medidas para uma resolução para este problema. Não estamos inertes nesta situação, e desde o início estamos buscando uma solução”, finalizou vereador Coronel Mario Erzinger (PR).

Vereador Paulo Glinski (PSD) destacou a explanação do médico durante o uso da palavra na tribuna. “Tenha certeza que suas explicações vão colaborar muito na busca para solução deste impasse que precisa ser resolvido”.

Glinski ainda destacou que todos devem se unir neste momento: equipe do hospital, conselho, vereadores, secretaria de saúde, prefeito e população, para que não corramos o risco de não termos atendimento para a comunidade.

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Sérgio Teixeira da Silva – Assessoria de Comunicação Câmara de Vereadores

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