Presidente do Conselho Deliberativo e Diretor Administrativo do Hospital Santa Cruz de Canoinhas usam tribuna da Câmara

por Assessoria de Imprensa última modificação 20/11/2018 15h49
Objetivo foi apresentar atual situação financeira do hospital à comunidade
Presidente do Conselho Deliberativo e Diretor Administrativo do Hospital Santa Cruz de Canoinhas usam tribuna da Câmara

Sessão desta segunda, com uso da tribuna do presidente da câmara e representantes do Hospital

A sessão da câmara de vereadores de Canoinhas teve grande participação da comunidade na sessão desta segunda-feira, 19. O motivo das mais de 100 pessoas presentes foi a participação na tribuna do presidente do conselho deliberativo, João Mário Grosscopp e o diretor administrativo do Hospital Santa Cruz de Canoinhas, Derby Fontana, que em suas falas apresentaram aos vereadores e comunidade a situação financeira atual do hospital.

No início da sua fala, João Mário Grosscopp destacou as manifestações em redes sociais, muitas vezes equivocadas, e explicou que a administração hospitalar segue os ordenamentos jurídicos através de estatuto, explicando sobre o funcionamento e funções da equipe que atua no hospital.

O presidente do conselho deliberativo ainda explicou que nas reuniões realizadas com a prefeitura, para explicar a situação do hospital, foi solicitado a devolução dos serviços, pois não estavam em conformidade com a lei, sendo cobrados pela Promotoria, assim “tomamos a decisão de não mais renovar os três convênios após a aplicação da multa de R$ 500 mil  que ainda estamos recorrendo”, e ainda explicou: “não estamos de portas fechadas para novos convênios, apenas gostaríamos que esses fossem assinados”.

Ao final de sua fala foram nomeados todos os membros da administração do hospital, tendo um advogado, cinco administradores de empresa, seis contabilistas, um cirurgião-dentista, quatro professores, dois funcionários públicos e cinco empresários.

“O hospital é a empresa mais fiscalizada do Brasil”, explica Derby

Em seguida, o diretor administrativo do hospital, Derby Fontana Neto usou a tribuna e explicou que o pedido foi feito a Câmara e prefeito municipal “já sabíamos como funciona o fluxo e a questão da lei para repasse”, explicou.

Em sua apresentação foi explicado que a situação do hospital vem sendo alertada sobre o agravamento e apresentou informações importantes sobre arrecadação e como está o déficit hoje.

Também lembrou sobre comentários maldosos feitos em redes sociais, dizendo que o hospital é “uma caixa preta”, o que deixou a equipe bastante surpresa “e até bastante magoados”, definiu Derby. Ele explicou ainda que o hospital é uma das empresas mais fiscalizadas do país, tendo fiscalização para todos os setores. “Nós administramos uma minicidade, pois temos hotel, lavanderia, farmácia, oficina, almoxarifado, e ainda cuidamos da saúde dos que nos procuram”, desabafou.

Números

O hospital não tem fins lucrativos, e para manter a filantropia tem que prestar atendimento mínimo de 60% pelo SUS, e é atendido hoje cerca de 81%, sendo que a tabela de remuneração não é reajustada a cerca de 20 anos.  Receitas e despesas do hospital também foram apresentados a comunidade. Fontana ainda fez um retrospecto da situação que levou o HSCC a chegar ao ponto de não ter condições de pagar o 13º salário de seus 250 funcionários neste ano. “Precisamos agora e sempre vamos precisar dessa parceria com a comunidade e o poder público. De cada R$ 100 gastos no HSCC, o SUS nos ressarce só de R$ 60”, exemplificou, citando, também, a omissão dos Municípios vizinhos que, aos poucos, foram deixando de ajudar o HSCC, restando hoje somente Canoinhas. Ao final, Derby apresentou um valor de R$ 250 mil que é necessário de aporte financeiro mensal que solicitam a prefeitura de Canoinhas. “Depois de tudo isso apresentado, estamos na iminência de atrasar o 13º salário dos nossos funcionários, pois estamos com dificuldade de fazer a folha de pagamento”, finalizou.

Fala dos vereadores e vice-prefeito

Presidente da Câmara, coronel Mario Renato Erzinger (PR), falou sobra a necessidade de se restabelecer “a verdade real dos fatos referente a esse repasse. Saúde pública é, foi e será prioridade para qualquer gestor público. Todos os repasses para o HSCC foram sempre aprovados por unanimidade por essa Casa. O HSCC pediu R$ 500 mil e respondi ao ofício explicando que o destino dos recursos competia ao Executivo, mas infelizmente tem pessoas que distorcem a verdade real”, explicou.

Erzinger ainda sugeriu convocar uma audiência pública para debater tão importante assunto, para apresentação de diversos dados e prestação de contas sobre a realidade do hospital.

Vereadora Norma Pereira (PSDB) em sua fala destacou: “Estamos todos imbuídos para que a causa do Hospital Santa Cruz seja novamente debatida. E tudo é importante: educação, infraestrutura... mas sem saúde não tem como fazer nada”. Norma ainda indagou quanto o município de Canoinhas repassou ao hospital ano por ano, e valor que os outros municípios destinam para o hospital, para uma análise.

Paulinho Basílio (MDB) comentou que a situação que o hospital se encontra não é culpa da gestão, mas sim, de vários fatores como o atraso dos repasses do Governo do Estado e uma série de outros fatores que fizeram a diretoria peça socorro ao município. “Gostaria de saber qual seria o ideal de repasse do custeio para o hospital, e quando acontece o uso de outro município dentro do hospital como o ocorrido mas não citado a cidade, ele repassa algum valor ao hospital, como fica?”, indagou.

Paulo Glinski (PSD) lembrou sobre o repasse do governo estadual, que está atrasado: “como está sua expectativa Derby quanto ao pagamento atrasado. Existe uma perspectiva de recebimento desse repasse atrasado? ”, comentou o vereador, sobre repasse em atraso que já ultrapassa os R$ 500 mil. Derby respondeu que por estar na transição de governo, a expectativa não é positiva, e conforme diversos contatos já realizados na Secretaria de Saúde do Estado, ainda não teve nenhuma resposta positiva sobre o repasse neste ano.

Telma Bley (MDB) comentou que durante os 12 anos que foi gestora de saúde do município teve uma vasta experiência sobre os problemas enfrentados no hospital. Ela também lembrou que no final do ano passado a maternidade quase fechou. “Serviços não podem ser paralisados, porque coisas fatais podem acontecer com as famílias canoinhenses e de toda região”, explicou.

Célio Galeski (PR) também relembrou que os vereadores não são contrários à aprovação para repasse de recursos ao hospital. “Nós não podemos repassar recursos a nenhuma entidade, apenas aprovamos projetos de lei e indicações ao poder executivo”.

Vereador Chico Mineiro (PR) parabenizou o atendimento de toda equipe e enalteceu a importância de cada servidor para o trabalho de excelência realizada. “No que depender de nós vereadores, vamos colaborar com a equipe do Hospital Santa Cruz”.

Wilmar Sudoski (PSD) indagou ao diretor administrativo se a demanda de atendimentos aumentou nos últimos anos, e também citou a importância de alguns assuntos mais delicados serem discutidos entre a administração do hospital e secretaria de saúde do município. “A dificuldade do hospital vem de muitos anos, e o recurso sempre é mais curto que as necessidades. Mas tenho certeza que esse problema terá a melhor solução a todos, e vamos atrás dos recursos do Estado que estão em atraso e ajudariam muito nosso hospital”.

Presente à sessão, o vice-prefeito Renato Pike (PR) comentou em sua fala. “Temos de achar uma solução e tenho certeza de que o prefeito vai resolver essa situação. O problema é que quando o povo vai para rede social reclamar não sabe que os R$ 500 mil foram tirados da infraestrutura e foram para o hospital, mas nenhum serviço deixará de ser prestado”, afirmou.

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